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A tirzepatida é um dos medicamentos mais comentados no mundo quando o assunto é tratamento do diabetes tipo 2 e emagrecimento avançado. Lançada originalmente pela farmacêutica Eli Lilly sob o nome Mounjaro®, a substância conquistou enorme popularidade devido ao seu mecanismo inovador de dupla ação — atuando simultaneamente em dois hormônios incretínicos — e por oferecer resultados superiores em controle glicêmico e perda de peso.
Com a crescente demanda, versões paralelas e não registradas começaram a circular em mercados vizinhos, como o Paraguai. Entre elas, destaca-se o T.G. Tirzerpatida, frequentemente associado à indústria farmacêutica Indufar, muito conhecida no país. Esse produto costuma ser vendido em kits contendo as dosagens 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg, simulando o esquema de titulação do Mounjaro original.
A tirzepatida é um medicamento injetável que atua como agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1. Esses hormônios incretínicos regulam a glicemia, o apetite e diversos processos metabólicos.
Facilitando o controle da glicose, principalmente após as refeições.
Diminuindo picos glicêmicos e evitando hiperglicemia pós-prandial.
O que prolonga a sensação de saciedade e reduz a ingestão calórica.
Um dos fatores mais decisivos para a perda de peso.
Por esses motivos, a tirzepatida é considerada uma das moléculas mais eficientes para:
diabetes tipo 2;
redução de apetite;
emagrecimento significativo;
melhora da resistência à insulina;
redução de gordura visceral.
Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar no Paraguai versões alternativas de tirzepatida vendidas em kits contendo diferentes dosagens. Entre os nomes mais mencionados está justamente o T.G. Tirzerpatida, geralmente associado à marca Indufar.
Ao contrário do Mounjaro original, o T.G. circula em ambientes como:
lojas paraguaias;
comércios informais;
sites não regulamentados;
vendas por atravessadores;
grupos de redes sociais.
Esse tipo de produto não tem registro no Brasil, e sua distribuição não segue padrões internacionais de controle rígido, como os exigidos pelo FDA, EMA ou Anvisa.
Os kits costumam incluir frascos ou canetas com as seguintes dosagens:
2,5 mg
5 mg
7,5 mg
10 mg
12,5 mg
15 mg
Essas doses seguem a mesma progressão usada com o Mounjaro original, onde o paciente começa com 2,5 mg e aumenta gradualmente conforme tolerância.
Dependendo do fornecedor, o T.G. pode vir em:
seringas pré-carregadas;
canetas supostamente automáticas;
frascos multidose para uso com seringa de insulina.
Não existe padronização oficial.
A diferença mais relevante está na origem, no controle de qualidade e na ausência de comprovação clínica.
Mounjaro®: possui registro em órgãos globais.
T.G.: pode ou não possuir registro no Paraguai e não é aprovado no Brasil.
A produção de medicamentos biotecnológicos exige tecnologia de ponta, incluindo:
fermentação especializada;
purificação com múltiplas etapas;
testes de esterilidade;
controle de cadeia de frio.
Sem esses processos rigorosos, há risco de:
impurezas;
dose incorreta;
perda de potência;
contaminação biológica.
Versões paralelas são extremamente vulneráveis a falsificações, já que não possuem controle regulatório oficial.
A maioria dos produtos paraguaios declara conter tirzepatida em concentrações equivalentes às do Mounjaro original. Porém:
não existem análises laboratoriais públicas confirmando pureza;
a estabilidade da molécula depende de refrigeração rigorosa;
não há garantias sobre excipientes e esterilidade.
Isso torna impossível comprovar equivalência farmacológica com o medicamento original.
A tirzepatida ganhou destaque mundial por apresentar resultados expressivos em diversas áreas:
melhora da glicemia em jejum;
redução da glicose pós-prandial;
quedas importantes na HbA1c.
Aumenta a saciedade e facilita o controle alimentar.
Estudos clínicos mostraram perdas superiores a 15% do peso corporal em doses altas.
Incluindo:
triglicerídeos;
colesterol;
gordura visceral;
pressão arterial.
Como qualquer agonista incretínico, pode causar:
náuseas;
diarreia ou constipação;
gases;
refluxo;
dor abdominal;
dor no local da aplicação;
redução de apetite;
vômitos.
pancreatite;
cálculos biliares;
desidratação severa;
hipoglicemia (em quem usa outros antidiabéticos);
reações alérgicas;
perda de massa magra sem ingestão adequada de proteína.
A tirzepatida não deve ser utilizada por:
gestantes e lactantes;
menores de idade;
pessoas com histórico de pancreatite;
indivíduos com carcinoma medular de tireoide;
portadores de síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2);
pessoas com alergia à molécula ou a incretinas;
indivíduos sem acompanhamento médico.
Além dos efeitos adversos próprios da molécula, existe um conjunto de riscos específicos ao uso de produtos não registrados:
Não há garantia real de que a solução contenha tirzepatida verdadeira.
A tirzepatida perde eficácia se ficar fora da refrigeração por poucas horas.
Produtos sem controle rígido podem conter:
bactérias;
endotoxinas;
solventes inadequados;
partículas sólidas.
Importar ou comercializar medicamentos sem registro no Brasil é proibido.
Erros de concentração podem causar:
ausência de efeito;
efeitos colaterais graves;
reações inesperadas.
Antes de considerar o uso de qualquer tirzepatida, observe:
lacres e embalagens originais;
lote, validade e fabricante bem impressos;
aparência da solução (transparente e sem partículas);
temperatura de armazenamento ideal (refrigerada);
procedência da compra (farmácia legal vs. atravessadores).
Do ponto de vista médico e regulatório, não é considerado seguro utilizar tirzepatida de origem paralela, sem registro e sem comprovação laboratorial.
Apesar do preço mais acessível, os riscos incluem:
perda de dinheiro com produto falso;
prejuízo à saúde;
contaminação ou dose incorreta;
problemas legais na fronteira ou no envio.
A relação custo-benefício é extremamente desfavorável quando se considera a saúde e a segurança.
A tirzepatida é uma revolução no manejo do diabetes tipo 2 e da obesidade, oferecendo resultados superiores e consistentes em perda de peso e controle glicêmico. No entanto, versões paralelas como o T.G. Tirzerpatida Indufar, vendidas no Paraguai, apresentam riscos elevados devido à falta de regulamentação, inconsistência de qualidade e possibilidade de falsificação.
Para terapias avançadas como esta, segurança deve sempre ser a prioridade. O ideal é buscar acompanhamento médico e utilizar apenas medicamentos originais, aprovados e devidamente registrados.